28/04/2009


O cactus possui uma beleza
solitária até mesmo misteriosa,
que fazem com que eu o admire insistentemente, curiosamente.

VOCÊ É INTELIGENTE?


Os dicionários definem a inteligência como a "capacidade de entender ou compreender, de resolver problemas". Se formos atender a sua etimologia, que é de origem latina e se compõe dos termos "intus" (entre) e "legere" (escolher), também poderia afirmar-se que a inteligência se resume na capacidade de escolher as melhores opções para solucionar um assunto.
Segundo a terapeuta Reyes Ollero, especialista em "coaching" e coordenadora da Asociación Conciencia (www.asociacionconciencia.org), existem outros caminhos além do raciocínio lógico "puro", para escolher a melhor opção. Para Reyes, esta opção é aquela que "nos conecta com nosso ser interior e mais essencial, ajuda-nos a expandir a consciência e nos aproxima da felicidade, entendida como um estado de paz e íntima conexão com as demais pessoas e o Universo".
Além da puramente intelectual, há outras formas de inteligência, como a emocional, a intuitiva, a espiritual, a do amor, a da alma. Estas são algumas recomendações de Reyes Ollero para explorar e desenvolver outras formas de "ser inteligente", que podem levar a mudanças insuspeitadas:
- O poder do "agora". Se você passa a vida lembrando de eventos passados ou evocando projetos que supostamente mudar sua vida mas não se concretizam, você está buscando a felicidade onde não está. O passado é irrecuperável e o futuro incerto. Você só dispõe do momento presente. Aquilo que faz a cada instante determina sua felicidade futura e a qualidade de suas lembranças.
- As sombras do inconsciente. Sob a máscara do ego consciente descansam, ocultas e reprimidas, emoções como a ira, os ciúmes e o rancor que configuram a denominada "sombra" psicológica e emocional. Quando incorrer em um exagero, por excesso ou defeito, isso lhe indica que sua sombra está por trás da cena, e qual é a parcela de sua vida que deve revisar. Observe e examine as ramificações que a sombra reprimida desenvolveu em sua mente, e aceite essas "partes feias" que repudia ou prefere não olhar, porque não gosta. Ao reconhecê-las e aceitá-las pode elaborar opções voluntárias de pensamento e conduta mais desejáveis.
- A felicidade interior. Existe uma alegria sem causa, entendida como um estado de consciência que não depende de condições externas nem alheias, que se desdobra há muito tempo dentro de nós, que qualquer frustração ou desengano não obscurece nem apaga. Ela brota do conhecimento de que sua vida diária é coerente com o propósito central que dá sentido a sua existência. Você sabe qual é? Já se fez esta pergunta? Seguramente servir aos demais, e ser útil ao desenvolvimento e bem-estar das pessoas que passam por sua vida, contribuirá muito mais para essa alegria "sem causa" do que perseguir o prazer, a fama e a riqueza.
- O caminho do autoconhecimento. Para estar bem com os demais é preciso estar de acordo com si mesmo. Mas muita gente esqueceu como é estar a sós com seus pensamentos. Talvez sinta certo temor em adentrar nos recantos de sua mente, e esteja acostumado que os outros pensem por si. Por isso afasta o silêncio e a solidão, buscando algo que o distraia. Sem um verdadeiro autoconhecimento de suas capacidades, necessidades e limitações é muito difícil progredir e ser feliz. Pense nos aspectos de sua personalidade que o ajudam a avançar e os que o freiam. Averigue se você se apega a seu estilo de vida pelo temor ao novo ou há aspectos de sua personalidade que o condicionam.
- O diálogo consigo mesmo. Sua estabilidade emocional depende de que conheça os diferentes níveis de seu ser. Imagine que é um amigo com o qual se sentou para tomar um café, fixe uma hora e um lugar determinado para o encontro. Uma vez lá, considere que está reunido consigo mesmo. Nada nem ninguém deve distraí-lo. Limite-se a estar. Enquanto toma um café revise questões que relegou a um segundo plano por falta de tempo e analise quais são suas prioridades (família, casamento, amigos, sonhos, saúde) e dedique a elas o tempo de acordo com sua importância. Comprove se sua vida se ajusta a suas expectativas e necessidades, e se não for assim tente achar propostas e soluções. Tome nota se quiser. De nenhuma outra reunião você tirará tanto proveito como desta!


Por María Jesús Ribas.

02/04/2009

O “CONFLITO” DE DEUS É NOSSA PAZ!



Em Deus tudo o que é imutável é revogável por Ele mesmo!“Se o negarmos, Ele por Sua vez nos negará.
Se somos infiéis, Ele todavia permanece fiel, pois de modo algum pode negar a Si mesmo”.
A implicação disso é o que acima afirmei; ou seja: Em Deus tudo o que imutável é revogável por Ele mesmo!
E por quê? Porque quando o negamos tudo o que Ele nos diz é imutável até que nos arrependamos, até a nossa mudança de mente, mude o que em Deus antes era Imutável.
Posto que o arrependimento faz com que Ele revogue tudo quanto antes seria imutável.
Assim, em Deus tudo o que imutável é revogável por Ele mesmo!Para mim esta é a única maneira possível de ler as Escrituras, e ver tantas profecias peremptórias em seus vaticínios finais e trágicos, subitamente darem lugar a algo como “E eis que naqueles dias me buscarão, e eu, o Senhor, me compadecerei deles”.
Muitas vezes o que precede a essa revolução “existencial” em Deus, o que vem antes dessa Leviandade de Deus ante palavras antes tão definitivas de juízo — é algo do tipo: “Eu, o Senhor, digo: Em ti jamais se ouvirá a voz do noivo e da noiva; nem haverá festas, nem as danças, e nem a tuas celebrações solenes”.
Entretanto, Deus não resiste o encontro com o arrependimento.
Ele é completamente vulnerável ao quebrantamento humano. Ele é como Oséias que acolhe Gomer. Ele é como o Pai do Pródigo. E por quê? Porque Ele é como o Filho ante o amor do Pai pelo mundo: se dá ao Pai. Ele é como o Pai em seu amor pelo Filho: o entrega ao mundo.
Ele é como o Filho em Seu amor pelo Pai: satisfaz ao Pai pelo mundo.
Nele nós todos somos filhos no Filho. De tal modo que no Filho temos nossa própria presença diante de Deus.
Isto é estar em Cristo. Isto é ser habitado e habitar Deus. Isto é habitar o ambiente intimo no qual qualquer coisa de Deus só é imutável até que o arrependimento provoque sua revogabilidade como decisão do Deus que não pode negar-se a si mesmo quando não mais O negamos em nosso coração e nem em nossa boca. Deus não é leviano.
Mas se Nele a Misericórdia triunfa sobre o Juízo, então, é porque Nele tudo o que é imutável é revogável mediante o arrependimento dos homens; provocando aquilo que no Velho Testamento, em linguagem psico - antropológica, se chama de “arrependimento de Deus”— “... e o Senhor se arrependeu...”
O Deus Fiel se arrepende ante o arrependimento humano!E como Ele não sabe negar quem o confessa com a boca e o coração, então, tudo quanto Ele disse que seria imutável, muda, de súbito, num abrir e fechar de olhos, ao soar a trombeta da Graça; e, assim, o que era imutável se torna revogado pela Lei do Amor; e que vence toda Lei Irrevogável apenas para a morte e o castigo.
O Deus que manda que se arrependa e que a Ele se peça perdão pelas nossas dívidas, dívidas que não sendo perdoados em nós tornam-se os cânceres de nosso ser — ao declarar que devemos a Ele assim orar, manifesta o mesmo principio de Sua natureza; a saber: Em Deus tudo o que é imutável é revogável por Ele mesmo!
E como os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis, sabe-se que até o que é imutável, será salvo de sua imutabilidade. Pois, nesse caso, o juízo não muda em si, mas mudando-se o coração dos réus, muda-se a sentença.
E como arrependimento é dom de Deus, é Graça, então, todo aquele que é de Deus, de Deus será para sempre; pois o Deus que torna a Lei da Revogabilidade a Única Lei Imutável, pois é Lei da Graça — Ele mesmo nos concede o arrependimento que revogará tudo aquilo que foi pronunciado como Imutável contra nós.
O Imutável é como o amor de Vinícius de Moraes: é imutável enquanto dura.
Enquanto não chega o arrependimento!
Mas as misericórdias do Senhor vão de eternidade a eternidade!
Creia e Viva!Nele, que é Imutável em Sua capacidade de Mudar para Permanecer Imutável no amor,

CaioCopacabana - 2005

CRENTE DE GAIOLA



Pássaro criado desde pequeno em gaiola, quando vê a porta aberta, o horizonte arreganhado, e o céu como um útero sem fim e sem limite — teme, não ousa sair, prefere a pequenez de alpiste garantido do que a experiência de ter asas e voar, de ter canto e com ele seduzir, de ter penas e com elas se cobrir na chuva, de ter amigos e com eles andar em bando solto, livre, moleque e alegre; passagardaianamente feliz como nem Manoel Bandeira jamais conseguiu passagardear.

Aqui à minha volta há centenas de pássaros livres, e que vêm pela comida e água que lhes dou; e, hoje, já pelo habito que neles desenvolvi.

Ficaram habituados à liberdade amiga e interdependente!

Também tenho outros sete pássaros, todos em gaiolas.
Já abri a gaiola para eles, mas eles não querem ir.

Um ousou pular fora, mas, sem saber que voava, voltou.

Apenas um papagaio que me foi dado, e que eu via que sofria numa pequena gaiola, aceitou o convite, e, durante dois dias, ficou do lado de fora, habituando-se à liberdade, até que partiu...
Vendo esses pássaros, olhando o céu e a liberdade de ser, penso nos crentes de gaiola.

A Graça é o céu da liberdade, do cuidado do Pai, da dependência do amor, da entrega a Providencia.

A Graça é a Passagarda que não existe nas gaiolas e nem nos templos. Mas quem se habitou à gaiola, teme a vida, apavora-se ante a liberdade, e prefere um exator que doa alpistes em gaiolas-celas do que o cuidado de um amor limpo e livre, e que apenas adiciona aos cuidados do Pai, o cuidado de um irmão — meu, aos meus pássaros livres.

Há alguns que já não podem mais provar a liberdade.
Tornaram-se tão enfraquecidos, embora o céu os agasalhe; tão sem vôo, embora tenham asas; tão incapazes de si mesmos, embora sejam únicos; tão apavorados ante o que lhes é natural embora voar lhes seja o andar; ou seja: ficaram tão não-pássaros — que a janela aberta, para entrar e sair lhes é ameaça e risco de morte.

Crente de gaiola! O Céu te chama! A Liberdade conclama tua alma!

O Pai quer cuidar de ti ao ar livre! Tu confias?

Nele,
Caio

SIM PARA SER, NÃO PARA NÃO SER!



SIM PARA SER, NÃO PARA NÃO SER!



Quando Jesus diz “não”, é não. Quando Ele diz: “Faça assim”; é para assim fazer.

Desse modo, veja quando Ele diz “não”.

Não julgueis. Não atireis pérolas aos porcos. Não vos mostreis aos homens quando orardes, jejuardes ou derdes esmolas.
Não andeis ansiosos de coisa alguma. Não os imiteis. Assim não é no meio de vós. Não foi assim desde o princípio. Não podeis servir a dois senhores. Não resistais ao perverso. Não vos vingueis a vós mesmos. Etc.

Veja também quando Ele diz “sim”.

Sim! Seja misericordioso. Seja justo. Seja fiel. Seja solidário. Seja simples. Seja como uma criança. Seja vigilante. Seja sóbrio. Seja capaz do bem sempre. Seja dos que buscam o Reino de Deus antes de tudo. Etc.

Agora saiba:

Para cada “não” há uma total impossibilidade de que, em se buscando viver contra o “não”, se possa ser feliz.

Não adianta. Quando Jesus diz “não” ninguém consegue violar e ser feliz.

Para cada “sim” há a total possibilidade de vida e felicidade abertos para quem ande conforme a proposta.

Obedecer adianta tudo...

Quem obedece a Palavra de Jesus segue o fluxo da vida, e isto é felicidade.

Agora releia os Evangelhos!

Não é não. Sim é sim. O que passa disso sempre vem do Maligno!


Nele, que é,



Caio
7 de janeiro de 09
Lago Norte
Brasília
DF





NAS TETAS DA PALAVRA!



NAS TETAS DA PALAVRA!


Paulo disse aos Coríntios que não tinha podido dar a eles alimento sólido, mas apenas o leite básico do Evangelho.

E disse isto porque o estavam acusando de superficialidade em razão de que outros pregadores chegaram por lá anunciando um monte de bobagens e invenções, tipo “novos moveres” — e, assim, gerando nos crentes tolos e incautos, a impressão de que estariam perdendo alguma coisa importante da fé apenas dando ouvidos ao que Paulo lhes dizia.

Já Pedro, escrevendo aos judeus da dispersão, e que haviam crido em Jesus, diz que recomendava a eles que bebessem avidamente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual.

Leite é a imagem, mas a mesma imagem diz coisas diferentes conforme o contexto.

Paulo estava tomado de zanga triste quando disse o que disse. Dedicara-se ao Evangelho em sua simplicidade e pureza, e, agora, chegam uns aproveitadores, uns camelôs de evangelhos piratas, uns místicos desvairados, uns gananciosos e narcisistas, e, de súbito, tomam o coração de muitos, passando eles depois disso, em razão de sua imensa ignorância e estupidez, a julgarem Paulo como um superficial por não inventar mentiras e nem tentar manipular mediante fantasias ou magias cristãs.

Assim, Paulo diz: Se vocês pensam que lhes disse o que sei e vi, estão enganados. Nada disse além do que vocês poderiam agüentar, pois, vocês são imaturos; e a prova disso é que não têm discernimento de nada mais profundo; razão pela qual vocês estão enredados nos desvios em que agora estão.
Não pensem que porque lhes disse apenas o que era essencial à fé, que isso seja por eu não fazer viagens verdadeiras na fé, muito para além do que deve ser narrado, pois, são aquelas coisas que a mão direita não deve saber como ato da esquerda; ou, ainda, porque seja aquele tipo de coisa que somente se pode conversar com gente verdadeiramente madura.

Este era o sentido de leite para Paulo em tal contexto, em contraposição ao que fosse "alimento sólido".

Pedro, entretanto, está recomendando a um grupo sincero de cristãos judeus e gentios, que não abrissem mão do que era essencial jamais. E que, além disso, sugassem do peito da esperança do Evangelho todo o alimento que lhes era necessário como vida e anticorpo contra as desesperanças ou as paixões deste mundo.

Assim, toda gente precisa de leite!

E mais: se for do tipo Leite Integral de Pedro, então, tem-se que beber dele até à velhice; pois, trata-se da pratica simples do Evangelho, conforme se vê na 1ª Epistola de Pedro.

Do mesmo modo, temos os imaturos que pensam que já não precisam de leite. Esses são os que pensam que sabem; e que, ao ouvirem o Evangelho, por já terem ouvido a “informação”, julgam que seja uma repetição; sem saberem que quando se trata de Evangelho, tem-se que repeti-lo sempre, até que ele entre na vida, e deixe de ser apenas uma informação guardada na mente.

Por isto Paulo diz: “Convém-vos que eu vos diga as mesmas coisas!”

Aqui, entretanto, desejo fazer um apelo aos “de Corinto” que me lêem, bem como aos cristãos do tipo “Da Dispersão” que me lêem também:
Todos têm que voltar a ler a Palavra todos os dias.

Todos têm que meditar no Novo Testamento todos os dias.

Todos têm que orar não apenas enquanto se ora orando, mas, também, separando tempo simples e dedicado a isto.

Sem a avidez de uma criança esfaimada por leite, nenhum de nós sobreviverá.
Somente bebendo nas tetas da Palavra todos os dias é que teremos anticorpos para o enfrentamento e o risco de contagio no mundo que nos cerca e do qual fazemos parte.

Por outro lado, aos que não sabem de nada, mas pensam que sabem, e que adoram chamar engano de unção, a recomendação é simples: atenham-se ao que seja essencial; posto que qualquer outra coisa, seja ela dita em nome de Jesus até por Paulo, mas que não siga o espírito do Evangelho, o próprio Paulo diz, ainda acrescentando “um anjo de Luz” à lista dos mensageiros, que deve chamada de diabo, e considerada Anátema.

Desse modo é leite para viver e é leite para poder crescer e comer Coalhada: leite sólido.

É leite ou pode ser Coalhada, mas não deve ser mocotó de mentira bem temperado no inferno.



Caio
9 de março de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

SEMPRE FUI LOUCO! PERDÃO!



SEMPRE FUI LOUCO! PERDÃO!


Somente Deus mesmo!...

Afinal, por mais natural que para muitos pareça, esta história de um homem, macho, inteligente, buscador da realidade, sem medo de encarar... — dizer que ama um Outro homem como seu Deus; e dizer que Deus seja tal homem; e que esse tal humano, homem, do tamanho humano de todo homem, seja Deus mesmo; Deus para todos os mundos, universos, dimensões, realidades, tempos e a-tempos; existências e inexistências existentes como tais; ou qualquer outra coisa ou dimensão, SIM, dizer que esse homem seja seu Deus! — de fato é insanidade e loucura!

Ora, quando me vejo aos olhos de mim mesmo como se eu não fosse eu, o que vejo é um homem louco, demente de irrealidade, que aguarda do Céu a sua salvação; incapaz de se entregar às lutas da política como remediamento ou da ciência como salvamento; evadindo-se de qualquer meio de raizamento da existência no chão do que possa ser “mais real”; sendo “megalomaníaco e mágico” na sua manifestação psicológica de esperança para o mundo, e também narcisista em sua auto-percepção.

Sou um louco filho de loucos pela mesma loucura!

É algo contagioso. Passa... Pega. Entra na gente. Transtorna tudo. Muda o olhar. Ensandece. Cria uma paixão incontrolável. É suicida na entrega. Não conhece poderes. Não teme os poderosos. Não está à venda. Não desiste. Não pára. E tal tipo de louco sempre crê que está mais acompanhado do que o mundo inteiro... Sim! Crê que sozinho, porém tomado pela loucura, ainda é maioria.

É assim que se eu não fosse eu, eu mesmo me veria...

É loucura por todos os meios e modos pelos quais eu possa, olhando para mim mesmo, observar-me aos meus próprios olhos como se eu não fosse o louco que fala de si mesmo.
Hoje eu sei que sou louco.

Sou tão louco que creio que qualquer outro lugar ou papel na vida me seria infinitamente menor em significado do que o que tenho feito todos os meus dias, desde os meus dezoito anos de idade.
Sim, sou tão louco que creio que minha existência obedece ao um Desejo Eterno.

Minha sandice me leva a crer que sou fruto do parto eterno de Deus, e que minha existência na história dos humanos era um grande desejo de Seu amor.

Essa maluquice de Jesus pegou em Pedro, em João, em Tiagos variados, em Judas bons e nem tanto, em Bartolomeus, Tadeus, Matias, Madalenas, Marias, Paulo e muitos Paulos, e até em Caios que não eram perversos Césares, como o Caio que me gerou, que era mais louco do que a maioria dos loucos Desse Amor, e eu mesmo, que, em escala menor, me reconheço como um total desvairado.

O problema é que não quero ser curado!


Meu Deus! Aumenta a doença de Teu amor em minha Insana mente, pois, ainda não enlouqueci o bastante.

Caio
8 de março de 2009
Lago Norte
Brasília
DF




DEUS EM PARÁBOLAS!



DEUS EM PARÁBOLAS!


As parábolas de Jesus me apaixonam.
Desde que comecei a lê-las, sempre fui impactado e comovido por todas elas.

Digo isto obviamente deixando de lado minha alucinação pela Parábola do Pai de Todos os Seus Filhos, tanto do Pródigo Acolhido como também do Seu Irmão Infeliz em Razão da Graça do Pai.

No entanto, é nas parábolas que se vê tudo de Deus em estado nu até onde a nudez de Deus possa ser vista pelo olhar do homem.

Deus é Pai, é Senhor, é Dono de Vinhas, é Agricultor, é um Rei, é arrendador de um Campo, é um Proprietário que terceiriza tarefas, etc.

Ora, é vestido de tais imagens que se vê Deus, o Pai, amando incondicionalmente o filho arrependido, conciliando o filho enciumado, encarando o fato de que há filhos que fingem obedecer, enquanto há outros que dizem “não”, mas que sempre acabam fazendo a vontade do Pai.

Isto ao mesmo tempo em que Ele é Senhor Justo, dando a cada um segundo as suas obras ou os seus talentos.

Entretanto, como Dono de Vinhas e Campos, pode ser que faça graça exorbitante aos que somente trabalharam 1 hora, apesar de jamais deixar de pagar o que estava acordado por Ele com outros; embora o acordo com uns não o limite no exercício da Graça para com outros, nas condições que Ele desejar.

Como Agricultor pode ser que se canse de árvores inúteis que ocupem a terra, como também pode ser que, paradoxalmente, deixe o joio crescer com o trigo, a fim de não perder o que tem valor.
Mas pode ser que Ele queira podar até ao tronco central, os ramos frutíferos da Videira Verdadeira; enquanto se diz que Ele é o Semeador que já semeia sabendo que nem toda semente dará fruto; e crê assim enquanto afirma que existe automaticidade na frutificação da terra, apesar do semeador, caso a semente seja boa.

Como Rei pode ser que depois de muita paciência Ele se enfureça ante a perversidade e elimine a cidade ruim de coração; assim como com certeza Ele perdoará a todo aquele que se confesse irremediavelmente endividado para com Ele.
Também pode ser que Sua ira de Rei seja exercer o arbítrio e o despotismo da Graça, deixando de fora os que, sendo convidados, arranjem desculpas para não virem à Sua Festa, ao mesmo tempo em que obrigue todos os andrajosos do mundo a entrarem em Seu Banquete.

Como Proprietário que Terceiriza Tarefas, é possível vê-Lo dando tempo aos vinhateiros usurpadores da vinha, enviando sucessivas comissões de paz, até enviar Seu Filho; e, nem assim ser ouvido, antes, tendo o Seu Filho morto pelos vinhateiros perversos, para, então, somente então, enviar exércitos contra aquela gente.
Ao mesmo tempo pode ser que Ele se alegre com “a virada esperta” de um Administrador Infiel, que, na última hora, tenha percebido um modo de diminuir as perdas, escolhendo um mal menor, e, por fim, apostando tudo tanto na Graça do Proprietário quanto também na Graça como provocadora de ternura grata nos corações que se beneficiem dela por quaisquer mãos, ainda que sejam as do Administrador Infiel.

Assim, pelas “reações de Deus” nos poucos exemplos escolhidos por mim e tirados de algumas parábolas com fisionomias divinas, a saber: o Pai, o Senhor, o Dono de Vinhas, o Agricultor, o Rei, o arrendador de um Campo, um Proprietário que terceiriza tarefas — o que se vê é que com Deus a única realidade a prevalecer é o critério da relacionalidade e da natureza essencial das coisas em verdade.

Ou seja: Pelas Parábolas Deus é Aquele que sendo Quem é, busca relação em verdade e amor.

Não há nenhum outro critério. Ele é livre; e em Sua liberdade ama o que seja amor, verdade e vida; e, por isto, onde quer que tais sinais apareçam, Ele os privilegiará a tudo mais...

Quem entende isso sabe que a vontade de Deus é para ser feita, e não para ser avaliada ou estudada.

Quem entende isto sabe que a única Lei que prevalece diante de Deus é a da sinceridade que se apresenta em obediência ou em arrependimento.

Quem sabe disto aprende que com Ele nunca se terá menos do que o justo, embora, sendo Ele Quem Ele é, possa ser que se receba infinitamente mais do que qualquer acordo prévio.

Quem sabe isto, também sabe que com Ele não se discute...; e nem se deve apresentar queixas que questionem a Liberdade Dele de fazer o que desejar de bom a quem Ele quiser.

Quem sabe estas coisas..., sabe também que o amor Dele faz podas, cortes e que fere; pois, sendo Ele amor, não se importa com a dor, mas com a Vida.

Isto apenas para começar...

Leia as parábolas e veja você mesmo como Ele se apresenta a nós.

Nele,

Caio
13 de março de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

AS CHAVES DE PEDRO…



AS CHAVES DE PEDRO…

Mateus 16.

Que chaves deste a Pedro?

Sobre reino exterior a ele próprio?

Sobre impérios?

Sobre pessoas?

Que chaves deste a Pedro, Senhor? “Dar-te-ei as chaves do reino...”

O que faria Pedro com tais chaves?

Também disseste que ele ligaria e desligaria...

Mas o que teria Pedro a ligar ou desligar se ele mesmo não tinha o poder de não negar?

Teria Pedro poder de ligar e desligar sendo que Tu mesmo disseste que somente Tu ligas e desligas?

Que porta do reino Pedro abriria se apenas Tu abres e ninguém fecha, fechas e ninguém abre?

Ou será que pela confissão que Pedro fizera [Tu és o Cristo!] recebera a chave que abre a porta do próprio coração?

Não vem Teu reino com aparência invisível?

Não fica ele no coração?

Não seria a chave de Pedro equivalente às que existiam nas mãos dos discípulos em Laudiceia, aos quais Tu mesmo apelaste, dizendo: Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, eu entrarei em sua casa, cearei com ele, e ele comigo?

Que portas do reino Pedro abriu?

Relutou quanto a aceitar que Cornélio já estivesse aceito por Jesus.

Foi Pedro quem abriu aquela porta do reino?

Foi ele quem buscou a Paulo e abriu para Paulo a porta aos gentios?

Foi ele quem ousou para além de tudo na compreensão do Evangelho e nos seus riscos?

Não abriu nem mesmo a porta da cadeia!

Não! A chave que Pedro recebeu é igual a minha.

Somente abre a minha própria porta interior do reino em mim, e isso se eu mesmo ouvir a Voz Daquele que bate à porta e atendê-la com amor.
Do contrario, nem a porta de meu coração eu abro por mim mesmo.

Ah, essa chave fecha mais que abre!

Nas mãos de Pedro nada abre para mim ou para você.

Nas mãos de nenhum homem abre coisa alguma.

Nada abre para fora...

Feliz é aquele que apenas pensa nela como a graça de poder confessar:

Pai, abre o meu coração!

Nele,

Caio

18 de março de 2009
Lago Norte
Brasília
DF